quarta-feira, março 21, 2012

Vida materna

Ser mãe é...

aprender que depois de fazer xixi tem que esperar um pouco, balançar o pintinho e só depois guardar o dito cujo.

descobrir que um simples livro do maternal custa 78 reais.

e, principalmente, amar cada descoberta.

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Rainha do Lar

Guarde as joias para suas negas que quando você chega com presente boa coisa não me fez.
Fico louca com essa vida. Falta pouco para correr, mas enquanto eu ainda tiver o seu sorriso safado, sua voz abafada e o abraço prensado no tanque da laje, eu terei de ficar.
No dia que propôs casamento. Promessa cantou, ganhei ao invés daquele castelo, um puxado na sogra para ser nosso lar.
O carro do ano ficou pra depois, vieram os pivetes e o terceiro já vem por aí... Até hoje espero essa tal riqueza que você prometeu.
Mas não canso da vida enquanto tiver o seu sorriso safado, sua voz abafada e o abraço prensado no tanque da laje que você construiu.
Pede mais uma gelada, chama seus amigos e pode me mandar servir que depois, com muito gosto, tomo banho de cheiro para na nossa cama te receber.
Desde que você me prometa que o seu sorriso safado, sua voz abafada e o abraço prensado no tanque da laje sejam apenas meus.

domingo, junho 13, 2010

E quando é a mamãe que fica doente?

Junho faz frio, pelo menos aqui no Brasil. É só começar a anoitecer e bater aquele ventinho que a Mamãe já começa: Coloca um casaco, menino! Cadê a meia, hein? Sorvete nem pensar! Ela que não me escute, mas é um saco ela toda hora falando, falando, falando...

Mas, olha só que engraçado, não é que dessa vez foi ela que gripou. Vai vê ela andou comendo sorvete escondido porque ela está sempre de casaco e meia. Sei lá, só sei que Mamãe não vai nada bem, é um tal de Cof Cof pra lá, atchiiimmm pra cá e, tadinha, quando tem que levantar da cama, anda tão devagar que parece a Vovó.

Na escola, contei pro meu Amigo que Mamãe está doente. Ele riu. Disse que mães não ficam doentes e muito menos devagar igual a Vovó. E, muito sério, completou que mães são quase um super herói, no máximo, perdem os poderes por um tempo para depois voltarem mais fortes! Fiquei pensando nisso... Será que Mamãe andou enfrentando um super monstro e eu nem reparei? Poxa vida, ela podia ter pedido me ajuda! Sou bom em derrotar monstros!

Na dúvida, resolvi que vou ajudar. Até ela melhorar (recuperar o poderes), não vou mais pedir para ela me encontrar pela casa, não vou mais implorar pela a última volta de bicicleta na pracinha, não vou mais redecorar a casa com lama e, juro por todas as figurinhas da Copa do Mundo, que vou usar meias! E jogar vídeo-game juntos? Ahhh, isso pode! Tem como jogar deitado na cama! Rsrs

Meu super plano deu certo! Mamãe recuperou todas as suas forças. E ela anda tão feliz pela casa que eu acho que o Monstro já dançou e, de novo, eu nem percebi que aconteceu um combate bem debaixo do meu nariz. Ela pode até ter derrotado o Monstro, mas se não fosse o ajudante aqui, ela estava lá deitada naquela cama fraquinha, fraquinha... Caramba, eu sou super também!

A volta

O tempo passou, a vida mudou e continuamos aqui!
Agora mais completa... 7 meses da mais pura felicidade!
e como diz um ex-chefe: Terapia de pobre é blog...

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Fernando e Júlia

- Vou mimi. Beijo, mãe!
E o menino de nove anos vai se arrastando para seu quarto. Júlia estica o pescoço e segue com os olhos os passinhos lentos do filho. Barulho de porta e luz apagada do quarto são os movimentos que ela aguardava, imediatamente, catuca com o pé Fernando, seu namorado, que está meio adormecido no chão embaixo do sofá.
- Fernando, as crianças foram dormir! – fala toda se insinuando.
Sem dá chance para uma resposta, ela deixa seu corpo cair em cima do dele de uma maneira que deveria parecer graciosa, mas pareceu uma jamanta rolando de tão desengonçado que foi.
O pobre Fernando quando tenta resmungar alguma coisa é sufocado por beijos secos e uma língua apressada. Sem dá tempo para qualquer tentativa de fuga as pernas de Júlia já o entrelaçam. Resta a ele responder a esse balé esquisito da parceira e tentar carregá-la para quarto como o costume, afinal uma das crianças pode acordar ou ouvir os gemidos de Júlia.
- Não, hoje eu quero aqui na sala! – fala sussurrando ela.
Agora bem mais empolgado e sem querer quebrar o entusiasmo da amante, ele também fala baixinho no ouvido dela. Com certa euforia ela responde em seguida:
- Eu também... estou morrendo de tesão!
Silêncio. Risos. Gargalhadas e um olhar confuso de Júlia.
- Não... risinhos..eu falei para ligar a televisão. As crianças podem escutar. – mais risos.
Piada tem prazo de validade para Júlia, que acha os risinhos excessivos e se retira para quarto. Seguida por Fernando que acha mais graça ainda quando a namorada fica bravinha assim: emburrada se comportando igual a Letícia, sua filha de três anos.
A cena que ele encontra no quarto já conhece de outros carnavais, uma Júlia deitada de lado encurvada igual a um bebê. Sem falar uma palavra ele deita ao seu lado, coloca a mão por debaixo de sua camisola e alisa suas coxas.
- Não adianta me agradar!
Ele ri. Ela sabe. E não se escuta mais nenhuma frase no quarto naquela noite.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Ladrão Trapalhão

Uma tentativa de assalto no fim da tarde de ontem que ocorreu na saída do shopping Bay Markert parou o centro da cidade. A vitima, para azar do ladrão, reagiu e chamou atenção de quem passava pelo local, o assaltante assustado se jogou na Baía de Guanabara e começou a nadar para fugir. O que ele não esperava era a determinação da polícia e da população.
Quando já se encontrava perto das pedras do Gragoata deu de cara com outra aglomeração de populares e mais dois policias prontos para agir. Sem saída voltou a nadar na direção do Teatro Popular. Quando ele estava na metade do percurso e a população já dava como certa a fuga, que nessa altura ocupava toda a faixa de acesso da Baía (Terminal, Barcas e Gragoata). Surge um bote cinza da PM. Na sua última tentativa de fuga ele deu um mergulhou que fez o bote passar direto sem avistá-lo, mas a policia não era a única interessada na sua captura e contou com ajuda da população. Sobre os gritos de "vira a direita" e braços apontando para localização dele, o bote deu meia volta e alcançou o ladrão em fuga. Ele ainda não obedeceu às ordens dos policias e forçou um PM entrar no mar para prendê-lo. A fuga mobilizou no total um bote da PM e cinco viaturas e interrompeu por 15 min o funcionamento das barcas.

BIZARRO!!!!!
(fui testemunha)

sábado, outubro 27, 2007

O "underground" gastronômico

Que Niterói tem restaurantes refinados e badalados, todo mundo sabe. Há até cariocas que atravessam a poça só para se deliciarem com as maravilhas da cozinha feitas no coração da terra de Araribóia, como é o caso do Caneco Gelado do Mário, no Centro. Mas nem todos os moradores da “Cidade Sorriso” podem se dar ao luxo de provar tais iguarias por um motivo bem simples: dinheiro.
Por outro lado, no mais famoso “jeitinho brasileiro”, quando o assunto é comida barata, o niteroiense tem a onde recorrer e um dos destinos certos é a frente do Terminal Rodoviário João Goulart, também no Centro, famoso pelo burburinho com a concentração de barracas de comidas. A equipe do Nitideal se aventurou noite adentro nesse mundo pra lá de alternativo da gastronomia da cidade e resolveu traçar um perfil do que acontece por lá.
Na última quinta-feira, dia 18, por causa da fiscalização reforçada das últimas semanas – fruto da Operação Araribóia, feita pela Prefeitura com o objetivo de intensificar o controle urbano – as barracas começam a tomar ruas do Centro, como Visconde do Rio Branco e Quinze de Novembro, por volta da meia-noite. A montagem é rápida e cada vendedor instala o que pode para atrair clientes. Existem até tendas bem iluminadas graças aos “gatos”. Além disso, o ambiente recebe mesinhas com cadeira e um potente rádio tocando o melhor do brega. As opções são variadas com vendas de cachorro-quente, salsichão, churrasquinho, batata-frita na hora, salgadinhos, angu, caldos e, se você tiver sorte, até rabada.
– O que vende mais é cerveja mesmo. O povo chega aqui e aproveita para beber uma cervejinha. Aí acaba pedindo outra e mais outra, bate aquela fome e, assim, eles acabam comendo e bebendo na minha barraca. São pessoas que estão voltando do trabalho e que aproveitam para relaxar um pouco antes de chegar em casa. – relata Dona Ana, de 40 anos, como gosta de ser chamada, vendedora de bebidas e de churrasquinho perto das Barcas.
A procedência da comida e a maneira pela qual é preparada, certamente, não é recomendada pela Vigilância Sanitária. A cor escura do óleo de fritura, as panelas enferrujadas, as caixas de isopor sujas e até a cor do gelo denunciam a falta de cuidado com a saúde de quem vai consumir. A qualidade dos alimentos, realmente, não é das mais adequadas, mas a animação do local e de seus freqüentadores deixa muito barzinho e restaurante de São Francisco – um dos points noturnos preferidos – para trás.
– Eu gosto de ficar aqui tomando uma cervejinha ou comendo alguma besteirinha. De vez em quando, dependendo da música, eu tiro alguma mulher bonita para dançar. Eu até já consegui uma namorada aqui. – lembra, em meio a risadas, o porteiro Ronaldo Pinheiro, 52.
Mas, como não poderia deixar de ser, a farra tem hora para acabar. Assim que amanhece, o público resolve voltar para casa e chega a hora de recolher as barracas e contar o dinheiro da jornada. Afinal, daqui a pouco, a movimentação no Terminal e na estação das Barcas começa a aumentar. De uma hora para outra, o lugar, que era diversão, recebe um clima de corre-corre rumo ao trabalho.
– Trabalhar assim é duro. Estou nessa vida há cinco anos. Tiro o sustento da minha família aqui nessa barraca. Graças a Deus, não nos falta nada – desabafa Marcelo Santos, 41 anos, que vende biscoitos perto do Terminal.




Mais uma matéria do estágio. Essa é especial teve vários comentários e foi citada por dois leitores quando conheceram a editora.

= )

quinta-feira, outubro 11, 2007

Orgulho de ser carioca, de ser rubro-negro!


Você sabe o que é mais da metade do estádio permanecer sentado xingando e do nada, lá no cantinho, uma pessoa levantar ...



" É, time de tradição

Raça, amor e paixão

Oh meu mengo

Eu sempre te amarei

onde estiver, estarei

Oh meu mengo. "


...e essa voz se multiplicar por todo estádio?



Eu sei! Eu vi! Eu fiz parte!

domingo, setembro 30, 2007

Perder

Ela cresceu aprendendo segurar o choro e guarda-lo para o travesseiro. Suportar a dor sempre foi a melhor maneira de impor maturidade e respeito. Mas hoje não dá... ela não aguenta mais e os olhos molhados voltaram depois de muito tempo sufucando todas as lágrimas. Ela não é feita de pedra e por dentro ela sente tanto medo... toda vez que ela confiou, ela sofreu tanto e ainda sofre! No fundo ela tem medo do que sente, porque nunca foi permitido ela sentir!Hoje, ela não sorri e vai se deixar ficar um tempinho assim ...

quarta-feira, setembro 19, 2007

Estar sozinha

E toda vez que ela tentava se expressar, acabava mais confusa. Como dizer que sabor tem o vento se é só ar em movimento. Para que explicar o motivo do sorriso se do nada ele vem. O que é real quando se veste tantos personagens? Certeza mesmo de que existe um caminho para se chegar sabe onde, afinal não importa o destino o importante é continuar andar. Só ela sabe a dor que sente... sentia, sente e sentirão. Ela não sabe o quer, mas sabe muito o que NÃO quer. Ele via o sorriso, ela sentia o desespero. Ele diz ser feliz, ela nunca respondeu. Ele talvez não compreenda, ela nunca quis compreender... Só sentir!

terça-feira, agosto 07, 2007

Um presente não dado


não sei da tua vida. tenho medo de cruzar a esquina ... e lá encontrar você!

tenho feito tanta coisa, tanta novidade... você ficaria orgulhoso!

a noite ainda canto suas canções para dormir...

Te matei.. e uma parte de mim também...

Tenha um bom dia.
Feliz dia do papai.


terça-feira, julho 03, 2007

Emails

Original Message -----
Sent: Tuesday, June 26, 2007 10:02 AM
Subject: Tristeza não tem fim...

Oi, Zuenir!
Te conheço desde dos 14 anos quando você foi na minha escola (Colégio Técnico Henrique Lage-Niterói-RJ) falar com os alunos, eu fazia parte do pequeno grupo que prestou uma homenagem.
Depois eu fui para Brasília e os tempos eram cinzas, a saudade do Rio era sufocante... e um dia és que na feira do livro do Pátio Brasil você estava lá e eu sentei no fundo lá no canto ... por um momento eu sorri.
Um ano passou e eu retornei ao Rio, sem querer acabei na faculdade de Jornalismo da UFF e quando entrei no estágio sempre fiz questão de colocar o link do No Mínimo para que mais pessoas pudessem sorrir!
Hoje com muito pesar li sua crônica de despedida, mas sorri! O que é bom dura pouco... mas as lembranças sempre me fazem sorri!

Obrigada.
Renata Souto
p.s: hein.. eu só tenho 21 anos!
= )

Em 27/06/07, Zuenir Ventura escreveu:
Renata querida: quer dizer que nos conhecemos há sete anos? Isso é um terço da sua idade! Você também me fez sorrir. Não quero te perder de vista. Beijo muito carinhoso, Zu.

= ) ao cubo !!!!!

segunda-feira, junho 04, 2007

Quem sou eu?

Um menina bem comum. Durante a semana acordo com o despertador berrando,desligo e durmo mais dez minutos como todo mundo que acorda cedo. Vou já cansada para o trabalho, mas esqueço o cansaço no meio das tarefas como todo mundo que trabalha. Almoço rápido,corro para academia e lá corro mais como todo mundo que não tem tempo. Mato aula ou converso durante as aulas. Gosto mais de falar besteira do que discutir os assuntos acadêmicos como todo mundo que vai para faculdade depois de um dia cheio. Uma menina como todo mundo caminhando para chegar só Deus (espero que pelo menos ele) sabe onde.

p.s: pode parecer frase de perfil de orkut, mas foi pergunta de uma professor da UFF para seus alunos. valeu pelos comentários engraçados do professor em cada texto. (não, não vou colocar o comentário que ele escreveu no meu.)

quarta-feira, maio 02, 2007

Santa Teresa

Na primeira vez que vi Teresa
Achei que suas ladeiras eram vazias, assim meio sem vida.
Quando vi Teresa de novo
agora bem mais crescidinha
tudo era fogo e até o silêncio se ouvia
De agora em diante quando vejo Teresa
os sonhos se misturam com a terra
E a menina da aquarela pode brincar comigo.

sábado, abril 21, 2007

Um filho para sua mãe

Não se pode ser forte sempre. Todos nós precisamos chorar no colo de alguém. E quem mais indicado do aquele que te alimentou e carregou? Abençoado aquele que ainda pode sair correndo para os braços de sua mãe. E mais abençoado aquele que depois de tudo, abaixa a cabeça para o afago da mão cansada e enrugada da avó. Se um dia eu for mãe (e um dia serei), não vou achar loucura um filho passar 17 horas em um ônibus para passar menos de 24 horas com quem ele aprendeu a chamar de porto seguro. Ser louco é fingir suportar tudo.

quinta-feira, abril 05, 2007

Coelhinho se eu fosse como tu...

Conseguir publicar essas idéias alucinadas no estágio... Não tem preço!!!!
Papai Noel que me aguarde ...


Depois de muita negociação, entrevistas desmarcadas e remarcadas, nosso famoso amigo Coelhinho da Páscoa concordou em ceder uma entrevista para o Nitideal dentro da fábrica onde os ovos de chocolates são produzidos. Mas fez uma exigência bastante importante: que a localização não fosse revelada.
Durante a entrevista, o Coelhinho se mostrou um pouco agitado e preocupado com o andamento da produção da fábrica; só se acalmando quando sua secretária particular trouxe um chá de cenoura bem quente para controlar seus nervos.
Nitideal - Estou percebendo que as coisas por aqui andam agitadas. Os ovos de chocolates serão entregues dentro prazo limite?
Coelhinho - Nunca deixamos de entregar no prazo! Essa agitação é normal durante esse período... As crianças do mundo todo podem ficar tranqüilas. Nunca precisei, mas caso seja necessário esse ano, vou usar o plano B. As renas do Papai Noel!
Nitideal - Como assim? Existe um acordo entre você e o Papai Noel?
Coelhinho - Veja bem... não é um acordo, é uma troca de favores entre amigos. Quando ele teve problemas com a fábrica dele, fui eu quem cedi os meus coelhinhos para ajudar a empacotar os presentes. Como agora estamos vivendo um caos nos aeroportos do Brasil não posso arriscar a entrega dos meus ovos. Preciso estar preparado, por isso as renas dele são fundamentais. Nitideal - Entendo. Agora me tira uma dúvida, Coelhinho, que negócio é esse de coelho dar ovo? E porque você, sendo um coelho, foi o escolhido para representar a Páscoa e não outro animal?
Coelhinho - Vocês da imprensa sempre com as mesmas perguntas...Vamos lá, o ovo simboliza o nascimento; nós coelhos fomos os escolhidos, mesmo não colocando ovos, porque somos os representantes da fertilidade. Como a Páscoa, para a maioria, representa renascimento, nada melhor ser escolhido o animal mais fértil! Sem contar que somos fofinhos também (risos).
Nitideal - Como funciona a fábrica?
Coelhinho - Não é muito diferente. A produção é feita da mesma forma que numa fábrica normal, só que aqui é um coelhinho para cada etapa. O que acontece de diferente aqui é que todos somos voluntários, ninguém recebe um centavo pelo trabalho. Todos querem ajudar. Quando abrimos as inscrições em janeiro para começar as atividades, coelhos do mundo inteiro se inscreveram querendo ajudar de alguma maneira. É muita honra para um coelho trabalhar na Páscoa; ganhar o sorriso de uma criança não poderia ser pagamento melhor!
Nitideal - Para fechar a entrevista, não podemos deixar de perguntar se existe algum ingrediente secreto nos ovos de chocolate?
Coelhinho - Não custa nada perguntar. (risos e pausa para o chá de cenoura) Não tem segredo nenhum! O que tem é muito amor. Fazer do seu trabalho um prazer é uma lição de amor, e esse é nosso segredo para o sucesso... Aceita um pouco de chá de cenoura?
Nitideal - Não, obrigado prefiro ficar com esses ovos mesmo. (risos)
Boa Páscoa!!!

quinta-feira, março 15, 2007

Olhar carioca sobre Niterói

Quando um carioca se vê obrigado a cruzar a ponte, ou melhor, a conhecer o outro lado da poça, com mais freqüência passa a observar costumes e características próprias de Niterói que para os habitantes daqui são super normais, causando até surpresa quando apontados por esses visitantes. Afinal, a distância de 15 minutos não poderia causar tantas diferenças entre as duas cidades.Muitos desses cariocas que freqüentam diariamente Niterói vêm por causa da Universidade Federal Fluminense, que todo início de semestre recebe milhares de calouros dos mais diversos cantos do estado. Ao chegarem em terras Arariboias, se deslumbram com a vista privilegiada do Rio e concordam com aquela velha piada tão comum aos ouvidos niteroienses, de que de bom em Niterói, só a vista.Impressão caluniosa que os próprios veteranos na universidade tratam de consertar, organizando na primeira semana de aula uma série de atividades para familiarizar os calouros com a cidade que será seu principal abrigo nos próximos anos. É só conhecerem o circuito de bares e botecos que cercam os campus e as praias oceânicas para começarem a fazer declarações de amor a cidade.Como exemplo disso temos os calouros de engenharia química Anderson Lopes e Carlos Henrique, ambos moradores da zona norte do Rio de Janeiro, que estão achando muito prazeroso vir a Niterói todos os dias.- Primeiro eu achei a cidade meio confusa e tive uma certa dificuldade de achar a UFF, agora estou adorando ficar aqui na praça de São Domingos bebendo com os novos amigos - diz Anderson; - Vou até me mudar para aqui, de tanto que estou gostando” - completa Carlos.A falta de indicação e sinalização com o nome das ruas são reclamações dos cariocas. Muitas têm o mesmo nome de ruas principais e importantes do Rio, causando uma certa confusão, o que dificulta o trânsito dos cariocas que se aventuram a dirigir na cidade. A turismóloga gaúcha moradora do bairro de São Conrado no Rio, Juliana Seger, quando vem encontrar o namorado, morador de Niterói, sente a diferença no trânsito.- Niterói é meio confusa, é uma cidade pequena com carros demais. Fico com muito receio de errar quando estou dirigindo aqui. Tem hora que falta sinalização - conta Juliana.Diferenças no vocabulário também confundem bastante os cariocas, quando muitos vão pedir seu lanche nos comércios da cidade e soltam: - Um joelho, por favor! Correm risco de ficar sem comida, pois aqui se pede: - Um italiano, por favor!. Comer no “Podrão” então, nem pensar! Como no caso da estudante de jornalismo da UFF e moradora de Botafogo, Júlia Caminha, que ouviu desaforo.- Eu estava com uma amiga ao telefone e falei para ela que estava perto de um “Podrão” de Niterói. A moça, dona da van que vende cachorro quente e hambúrguer, ouviu e começou a resmungar que tudo era limpinho e que eu não podia sair falando que estava no “Podrão”. Até eu conseguir explicar que no Rio essas vans são conhecidas por “Podrões"... a confusão já estava feita - conta Júlia.Para ajudar esses cariocas a sobreviver na cidade, elaboramos um pequeno manual:1 - Quando for chamar um niteroiense para sair fale: Vamos fazer uma noitada e não, vamos para night.2 - Fale vou para casa de fulano e não vou para casa da fulana. Você vai paracer que realmente é da área.3 - Chame seu amigo niteroiense e fale: Viso muito aquela menina e ele vai entender perfeitamente que você está muito afim de ficar com a menina.4 - Em Itacoatiara, peça o seu sanduíche natural e não fique surpreso por ele ter ovos de codorna, aproveite e tome um mate de galão com direito aquele chorinho, sem limão que isso é coisa de carioca!

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Presente

Exatamente um ano atrás eu me encontrava sem dinheiro nenhum para presentear uma pessoa muito importante na minha vida, para não deixar a data em branco coloquei uma palavras para fora e dei de presente.
Dentro dessas palavras tem um pedaço que eu gosto muito, o resto eu jogaria no lixo se ela deixasse. Segue:

A felicidade existe para quem sabe olhar o lado bom das coisas, se ficarmos sempre preso as milhares de pedrinhas no nosso caminho esquecemos o porquê de estarmos caminhando...
Conclusão: continue a andar, primeiro: faz bem para saúde, segundo: não se pode desistir dos nossos sonhos por causa de pedrinhas e se elas realmente incomodarem brinque com elas,sei lá chuta,joga pro alto, joga porrinha.

Foi bom reler essa parte hoje... um recado de mim para mim...eu não acredito em acaso!

domingo, janeiro 21, 2007

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Mania de entrevista

Antes do adeus ao Ano Velho, consegui que ele concedesse um pouco dos seus últimos minutos antes de se aposentar para fazer um balanço do ano de 2006. Cansado, mas muito simpático o senhor 2006 me divertiu muito.
1- Já previam que 2006 seria só diversão com copa do mundo e eleição. Foi divertido?
2006- Se você acha divertido o Brasil ter sido desclassificado nas oitavas de finais pela França e vários mensaleiros terem sido reeleitos, tudo bem foi divertido.
2- Teve coisa boa! Niterói, por exemplo, tivemos o encontro Brasil/Espanha com direito a exposição do Miró no Mac, a eleição mais limpa da história, novo reitor na UFF, não acha?
2006- Sempre tem alguma coisa que salva.
3- Aqui entre nós, o que foi que aconteceu na cidade, desabou tudo! Foi fachada de bar em Icaraí caindo em cima de freqüentador, foi ponte da avenida do Contorno, ....
2006- Eu diria que foi um incentivo a construção civil. Essa história da Avenida do Contorno foi um caos no trânsito, mas também gerou muitos empregos: ambulantes de todos os jeitos, engenheiros, arquitetos, construtores civis,... Vocês só sabem criticar!
4- Só falta o senhor falar que o caos dos aeroportos também foi um incentivo?
2006-Não, quanto ao caos dos aeroportos e o acidente do Boeing da Gol eu não tenho nada a declarar. Esse é assunto para o meu substituto 2007 resolver. Deixo minha solidariedade aos parentes das vítimas.
5- Esse ano observamos uma maior tolerância e liberdade para os casais gays até a cantora Ana Carolina declarou ser bissexual em uma revista. Estamos deixando de ser caretas?
2006- Todo a forma de amor é linda e deve ser respeitada. Ainda falta muito, mas já um começo.
6- Lamentável os casos de anorexia?
2006- As modelos há muito tempo andam esqueléticas não foi nenhuma novidade os casos de morte, um dia tinha que acontecer, agora fica difícil ir contra essa onda de não comer com ex-governador fazendo greve de fome como teve esse ano.
7- E as “perdas” do humorista Bussunda e o ex-ditador chileno Pinochet?
2006- O Bussunda era gente boa, eu dava boas risadas com ele. O ex-ditador, esse foi tarde! Ele deve é está tentando roubar o lugar do Diabo no inferno.
8- Foi um ano estranho, o Flamengo não ficou ameaçada a ser rebaixado e quem acabou sendo foi Plutão que não tinha nada haver com a história?
2006- Plutão era o planeta mais simpático, achei injusto o rebaixamento.
9- Teve muito evento foi U2 em São Paulo, Stones no Rio e a volta das rodas de samba em Niterói. O senhor ficou satisfeito?
2006- Adoro festas, gente feliz, bebidas, comidas e gritarias. Por mim teria tido muito mais, mas o orçamento não deu e também dá um trabalhão organizar tudo.
10- O que o senhor falaria para o seu substituto 2007?
2006- Toma que o filho é seu! Fui...

E que venha 2007....
=)

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Diálogos


"A imagem tem a capacidade de falar por si"

quinta-feira, novembro 30, 2006

Amor?

Que tipo de amor é esse que você afirma?
Lágrimas, gritos, ofensas, humilhações, medo...
Quantas vezes eu te amo? Quantas vezes eu te odeio?
Que amor é esse que apaga uma vida...
Que não deixa ter paz.
Não era para ser o contrário? Não era para você querer deixar guardados os sorrisos?
Amor não é posse. Não é depender.
Quem ama não quer lágrimas, quer sorrisos...
E se quem ama só provoca lágrimas, se afasta...
O importante é o sorriso não importa como ou com quem.
Amar é sorrir mesmo que o sorriso não seja para você

terça-feira, novembro 21, 2006

Junge

Menino corre
Menino grita
Menino pula
Não para nunca, cuidado menino!
Menino xinga
Menino quebra vidraça, roda peão,
rabisca na parede e no chão
Não muda, só estica
Menino não chora
Menino não pede
Menino não olha
Apronta todas,
entra em casa e fica quietinho
Quem olha, jura: - É um santinho!
Criança, guri, moleque
pentelho, capeta, menino.

Textinho antigo...
Agradecimentos a Silvija ( a alemã mais brasileira que eu conheço)

sábado, novembro 11, 2006

Ana não é uma das meninas mais esperta do mundo. Ela é bonitinha e inteligente, só é meio desligada mesmo. E por se distrair muito fácil, às vezes passa por situações bem engraçadinhas. Quando ela estava no primário, durante uma aula de inglês, sua professora a pega de surpresa, conversando com uma amiguinha, e a manda ler a próxima frase da lição. (Ah, esqueci de dizer que a pronúncia do inglês também não era o seu forte). Ana lê: "The mi-ii-ckel is cold". Risos e mais risos na turma... até a professora ri. Ana não entende e repete: "The mickel is cold". Coitadinha, é MILK! Criança tudo bem, todo mundo perdoa. E já moça cursando uma federal!? (Não falei que ela era inteligente!) Escuta essa. Certo dia, durante uma aula, na entrega da correção dos trabalhos da sua turma, com um professor muito, muito bravo, falando muito sério, nossa Ana também muito séria pede a palavra e diz: "Por que o meu trabalho está um omelete? O que seria esse termo 'omelete'? Significa que o meu trabalho está uma bagunça?" Silêncio. Professor ainda muito sério, pede para ler o que ele escreveu. De repente um grito: "Onde fica! Está escrito 'onde fica' e não omelete!" E mais uma vez risos e mais risos na turma... até o professor ri. Coitadinha da Ana, eu também jurava que era omelete.

sábado, outubro 21, 2006

Passamos boa parte da nossa vida esperando... um telefonema, uma pessoa, um dinheiro que não sai, uma consulta médica, entre outras coisas. Não gosto de esperar, também nunca ouvi alguém falar: Você demorou, que bom! Eu adoro esperar! Então vou partir do princípio de que ninguém gosta.
Esses dias, passei por umas dessas esperas. A situação era a seguinte: eu, um relógio, uma secretária e uma pilha de "Pais e Filhos" para ler. Geralmente, deveria ter uma "Veja", uma "Caras" ou alguma coisa do gênero, mas nesse consultório só tinha "Pais e Filhos". Muito harmonioso o consultório - paredes rosas, sofá de florzinha, estátuas femininas e na mesa... "Pais e Filhos". Fico imaginando o tipo de conversa que essa pobre secretária ouve: "estou tão feliz, hoje o bebê mexeu!" ou uma mãe com uma filha: " vai lendo essas revistas para ver se aprende um pouco, que quando nascer eu não vou tomar conta!", coitada é melhor eu ficar calada e poupá-la de mais uma história.
Fico então com a "Pais e Filhos". É foto de criança linda pra lá e dicas para educar filhos pra cá... merda! Peguei a secretária olhando o que eu estou fazendo. Ela deu um rizinho, eu vi! Aposto que nesse momento ela está utilizando toda a sua experiência de ouvinte de histórias alheias e interpretando o meu caso. Raciocínio mental dela: Jovem de mais ou menos 20 anos, primeira consulta, sozinha, sem vontade de conversar, olhando o relogio a cada 5 minutos, lendo "Pais e Filhos" - grávida desesperada com certeza!
Não! Mulherzinha burra, burra! Raciocínio correto: Jovem de 20 anos, primeira consulta, sozinha, cansada, atrasada para aula, lendo a única revista que tem - passando o tempo com certeza!
Inicio, rapidamente, uma conversar explicando o porquê da consulta e blá blá... o porquê do interesse na revista e blá blá... a Doutora me chama, encerro o assunto e entro. Comecei a falar do nada para justificar uma interpretação da minha mente cansada. Não sei, não. Racicínio mental dela: Jovem de mais ou menos 20 anos, primeira consulta, começa a falar da vida para uma desconhecida - grávida desesperada com certeza! Se eu não estivesse esperado...

sábado, outubro 07, 2006

Agora não consigo dormir. Sempre é assim: chega tarde da rua, bêbado, me acorda e pede atenção. A muito custo acordo e 5 minutos depois ele cai no sono e me deixa aqui sozinha. Também não tem como dormir do lado dele, com esse cheiro de cerveja e roncando, é impossível!
Pensando bem, nem sempre foi assim. No começo, eu achava bonitinho ele bêbado, falando enrolado, querendo se explicar e acordava sem se importar com o sono perdido e até levantava para fazer alguma comidinha que ele pedia. Quando voltava da cozinha, estava ele roncando todo espalhado na cama, eu ria, achava uma graça aquela cena. Meu Deus, eu ainda tirava os seus sapatos, o cobria e beijava sua boca.
Hoje, não suporto essa cena. Quando vou me deitar e olho que já passa da hora dele, fico agitada, já sei que vai chegar naquele estado e me perturbar. Irritada, vou dormir mal. A vontade que tenho é de matá-lo. Tanta diferença daquele tempo.
Diferença minha, porque ele continua igualzinho. Bem, ganhou uns quilinhos, perdeu metade dos cabelos, mas se você olhar no fundo continua o mesmo menino. O que agora me irrita! Como ele pode agir assim, a vida mudou. O nosso dia-a-dia é uma correria, o dinheiro nunca cobre as despesas e as crianças estão sempre querendo atenção. Não tem como continuar igual, a nossa vida mudou.
Estamos velhos e olhando ele daqui, dormindo satisfeito, só consigo ver aquele menino que me fazia rir e isso me faz lembrar como eu era. Eu queria ser mais a pessoa que era, sinto falta de mim mesma. Engraçado.
Muito engraçada essa cena: uma pessoa observa outra e começa a sentir saudade dela mesma através da outra ou será que é a outra pessoa que deve sentir saudade da pessoa que agora é outra. Ah, chega. Os pensamentos estão ficando confusos, deve ser o sono voltando. É melhor preparar alguma coisa antes de me deitar. O que tinha mesmo na geladeira?
Te vejo
Me calo
Tu és
Eu fui
Te amo
Me sobra o vazio

sexta-feira, outubro 06, 2006

Tudo bem, tudo bem... já sei que você está pensando: sempre a mesma coisa!!! Como é difícil achar alguma coisa criativa. Cara, relaxa. Não quero ser diferente, não tenho intenção nenhuma de revolucionar, aliás quem sou eu para pretender tal feito?
A razão de criar esse "espaço" é mais um grito de chega, assim não dá, criar vergonha na cara mesmo! Sabe, cansei de levar puxão de orelha e acho que está mais do que na hora de começar a colocar minha cara a tapa. (Cruzes! Copiei a descrição de uma comunidade do orkut).
Pode aparecer trezentas pessoas com pedras na mãos que não mudo a minha opinião, criei o blog por razões mesquinhas mesmo e não me importo. Parabéns para quem têm motivos "nobres", eu não tenho.
Meio arrogante? Não, sincera.
Bem... hoje é assim que eu posso responder o título, mas acredito que com o passar do tempo, vão se criando novas respostas, pode ser que eu volte a esse tema no fim. Fim no começo? É, me ensinaram na escolinha que tudo nasce, cresce, reproduz e morre. Tudo mesmo...


Jogo: Quantos erros você achou? A cada texto eu coloco o número do anterior, o objetivo é zerar! rsrsrsr

Valeu... titia, maninha, guilerme, alceste e amiguinho.